Lázaro Ramos — mapa astral

O que revela o mapa astral de Lázaro Ramos?

Lázaro Ramos nasceu em 1º de novembro de 1978 em Salvador, Bahia, e é um ator, apresentador, escritor e diretor brasileiro. Iniciou a carreira no teatro com o Bando de Teatro Olodum, em Salvador, ainda adolescente. Projetou-se nacional e internacionalmente ao interpretar João Francisco dos Santos em Madame Satã (2002), de Karim Aïnouz, papel que o consagrou como um dos atores mais notáveis de sua geração. Seguiu em filmes elogiados como O Homem que Copiava (2003), de Jorge Furtado, e Cidade Baixa (2005). Na televisão, integrou o elenco da série Cidade dos Homens e de diversas novelas e programas da Rede Globo, além de apresentar o programa Espelho. Autor do livro Na Minha Pele (2017), tornou-se também uma voz ativa no debate sobre representatividade negra nas artes brasileiras.

Lázaro Ramos — Sol em Escorpião · Lua em Escorpião
Sol em Escorpião · Lua em Escorpião

Nascimento

1978-11-01 · Salvador, Bahia, Brasil Confiabilidade: X · sem hora Sem hora verificada: ascendente e casas não são mostrados.

Tudo concentrado num ponto

Há mapas que se dispersam por muitos signos, e há mapas que convergem com uma intensidade quase desconcertante. O de Lázaro Ramos é do segundo tipo: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte e Urano todos em Escorpião, com aspectos que os entrelaçam de maneiras ainda mais densas. Esse grau de concentração não é comum, e quando acontece, diz algo fundamental sobre a pessoa: tudo o que ela é — o modo como pensa, sente, age, se vincula — vem de um mesmo núcleo. No caso de Escorpião, esse núcleo é a capacidade de ir fundo, de não desviar do que é difícil, de transformar a experiência em algo que não se esquece.

O interior que nunca é raso

Lua em Escorpião praticamente unida a Vênus — os dois planetas separados por menos de meio grau — descreve uma vida emocional e afetiva de intensidade muito alta. Não há afeto sem profundidade, não há relação sem comprometimento real. Lázaro Ramos, que começou no Bando de Teatro Olodum ainda adolescente, num contexto de Salvador onde o teatro era também instrumento de resistência cultural e política, nunca separou o pessoal do coletivo. O afeto pelo que faz vem misturado com um sentido de pertencimento, de responsabilidade — e esse Vênus em Escorpião junto à Lua explica por que ele consegue falar sobre representatividade negra com emoção genuína sem nunca soar panfletário.

A mente que não deixa barato

Mercúrio em Escorpião em conjunto com Marte — os dois a pouco mais de dois graus de distância — descreve um modo de pensar que tem força executiva. Não é só que ele pense profundo: é que o pensamento se converte em ação, em presença, em impacto. Em Madame Satã (2002), de Karim Aïnouz, Lázaro construiu João Francisco dos Santos com uma precisão que vai muito além da técnica — há uma investigação que o acompanha do início ao fim, uma recusa em simplificar quem era aquele homem. Esse Mercúrio junto a Marte em Escorpião não aceita a versão superficial de nada.

O que a tensão com Júpiter revela

Sol em Escorpião em tensão com Júpiter em Leão — os dois planetas se puxam com apenas 0,7 grau de separação — é a fricção entre o que Lázaro quer no fundo (mergulhar fundo, permanecer, transformar pelo interior) e o que Júpiter em Leão empurra para fora (a visibilidade, o palco grande, o reconhecimento público). Não é uma contradição fácil de viver: o instinto escorpiano é de controle e reserva; Júpiter em Leão quer expansão e luz. Mas quando os dois trabalham juntos em vez de se oporem, o resultado é o que se vê na carreira de Lázaro: uma presença pública consistente que não se vende por visibilidade fácil, que escolhe os projetos com critério, que usa o palco grande para dizer algo que vale a pena.

O ator que também escreve

Saturno em Virgem em fluxo fácil com o Sol em Escorpião descreve uma disciplina que não veio por acaso. Na publicação do livro Na Minha Pele, em 2017, Lázaro foi além do ator — escreveu com a mesma seriedade com que constrói personagens, pesquisando, revisitando, sendo exato. Esse Saturno em Virgem é o planeta da estrutura num signo que não tolera o impreciso, e ele trabalha em harmonia com o Sol: a intensidade de Escorpião e o rigor de Virgem constroem juntos algo duradouro.

Urano no mesmo espaço

Urano em Escorpião praticamente junto à Lua e a Vênus adiciona uma dimensão de ruptura e imprevisibilidade a um campo já muito intenso. Há algo em Lázaro que não se deixa capturar por nenhuma categoria — nem pelo cinema, nem pela televisão, nem pela figura do ativista. Cada vez que parece que a narrativa sobre ele está definida, algo se desloca. O papel em O Homem que Copiava (2003) foi uma escolha assim: depois de Madame Satã, poderia ter seguido só pelo caminho do cinema de autor pesado; em vez disso, fez comédia dramática com Jorge Furtado e revelou uma leveza que não contraria a profundidade, mas a amplia.

O que Netuno e Plutão constroem ao fundo

Netuno em Sagitário em fluxo fácil com Plutão em Libra — dois planetas lentos que descrevem tendências geracionais, mas que aqui se ativam de forma pessoal pela concentração escorpiana que os enquadra — falam de uma transformação que se dá por ampliação de visão, por abertura para o diferente, por percepção de que o particular e o universal não são opostos. A militância de Lázaro pela representatividade negra nas artes brasileiras nunca foi abstrata: veio sempre ancorada em histórias concretas, em rostos específicos, em filmes e personagens que existem de verdade.

A ferida que se torna palavra

Quíron em Touro — a ferida relacionada ao valor, ao reconhecimento do próprio lugar, ao direito de ocupar espaço — ressoa com toda uma geração de artistas negros brasileiros que precisaram provar mais para ser aceitos na mesma proporção. Lázaro Ramos transformou essa ferida em obra: Na Minha Pele é literalmente o livro sobre isso. Quíron em Touro, quando integrado, vira a voz mais firme que alguém pode ter — não porque o sofrimento passou, mas porque foi olhado de frente e virou matéria-prima.

Uma constelação singular

O mapa de Lázaro Ramos é, em certo sentido, a imagem de um artista que não separa as coisas: não separa o ator do ativista, não separa o pessoal do político, não separa a profundidade da leveza. A concentração em Escorpião é exatamente isso — não fragmentação, mas integração de tudo num só foco. O que ele toca vira mais denso, mais real, mais difícil de ignorar. E isso, no fim das contas, é o que torna uma carreira verdadeiramente inesquecível.

O mapa

Lázaro Ramos — Sol em Escorpião · Lua em Escorpião Sol em Escorpião, Lua em Escorpião, Mercúrio em Escorpião, Vénus em Escorpião, Marte em Escorpião, Júpiter em Leão, Saturno em Virgem, Urano em Escorpião, Netuno em Sagitário, Plutão em Libra. Nascimento: Salvador, Bahia, Brasil, 1978. ♈︎ ♉︎ ♊︎ ♋︎ ♌︎ ♍︎ ♎︎ ♏︎ ♐︎ ♑︎ ♒︎ ♓︎ ☉︎ ☽︎ ☿︎ ♀︎ ♂︎ ♃︎ ♄︎ ♅︎ ♆︎ ♇︎ Como se lê →

Perguntas frequentes

Qual é o signo de Lázaro Ramos?

O signo solar de Lázaro Ramos é Escorpião: o Sol estava em Escorpião no momento do nascimento (1978).

Qual é o signo lunar de Lázaro Ramos?

Lázaro Ramos tem a Lua em Escorpião. O signo lunar descreve a camada emocional e instintiva do mapa.

Quando e onde Lázaro Ramos nasceu?

Lázaro Ramos nasceu em 1978 em Salvador, Bahia, Brasil.

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