Romário — mapa astral
O que revela o mapa astral de Romário?
Romário de Souza Faria, conhecido simplesmente como Romário, é um ex-futebolista profissional e político brasileiro nascido em 29 de janeiro de 1966 no Rio de Janeiro. Atacante artilheiro, projetou-se no Vasco da Gama antes de transferir-se para o PSV Eindhoven em 1988, onde foi um dos maiores goleadores da liga neerlandesa. Em 1993 chegou ao FC Barcelona e venceu a La Liga em 1994 ao lado de Hristo Stoichkov e Ronald Koeman. Foi a figura central da conquista da Copa do Mundo FIFA de 1994 nos Estados Unidos, marcando cinco gols e recebendo a Bola de Ouro como melhor jogador do torneio; nesse mesmo ano foi eleito Melhor Jogador do Mundo pela FIFA. Depois atuou por Flamengo, Fluminense e novamente Vasco da Gama, alegando ter ultrapassado os 1.000 gols na carreira em 2007. Após encerrar a carreira, ingressou na política como deputado federal a partir de 2011 e foi eleito senador pelo estado do Rio de Janeiro em 2014.
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Nascimento
1966-01-29 · 23:55 · Rio de Janeiro, Brasil Confiabilidade: A · dados confiáveis
O núcleo
Romário não era um atacante que fugia dos marcadores correndo. Esperava, imóvel, e de repente já não estava onde previam que estaria. O espaço que ocupava num campo de futebol era tão psicológico quanto físico. Um agrupamento de quatro planetas pessoais — Sol, Mercúrio, Vênus e Marte — em Aquário na quarta casa explica muito disso: todos no mesmo signo, na casa que rege as raízes privadas, a base a partir da qual se constrói tudo. Aquário é o signo de quem opera por um conjunto de regras completamente diferente dos demais. Romário, nascido na favela do Jacarezinho no Rio de Janeiro, nunca fingiu pertencer ao mundo do futebol institucional. Pertencia a si mesmo.
O Ascendente em Escorpião — a face que mostrava ao mundo, a impressão imediata que causava — o tornava magnético e opaco em igual medida. Era possível observá-lo por noventa minutos e ainda não saber o que ia fazer em seguida. Netuno em Escorpião situa-se exatamente nesse Ascendente, acrescentando uma qualidade de inapreensibilidade, de se dissolver no jogo de maneiras genuinamente difíceis de ler. Os defensores do PSV Eindhoven, do FC Barcelona e da Copa do Mundo de 1994 relatavam a mesma coisa: sabiam onde ele estava e mesmo assim não conseguiam pará-lo.
Por dentro
A Lua em Touro na sétima casa descreve uma vida emocional ancorada na lealdade e no concreto. A sétima casa rege as relações um a um, e uma Lua em Touro aqui aponta para alguém cuja investida emocional mais profunda vai para um círculo restrito de pessoas. Romário era conhecido pela sua devoção à família — seu filho Romarinho seguiu seus passos no futebol, e boa parte do seu ativismo político foi impulsionado por sua filha Ivy, que nasceu com síndrome de Down. A constância obstinada de Touro não é glamourosa, mas dura.
A Lua está em tensão com o Sol em Aquário (pouco mais de três graus de separação, puxando um ao outro). Sol e Lua puxando em direções opostas descreve alguém cuja personalidade pública e cujas necessidades emocionais privadas parecem, às vezes, as de duas pessoas diferentes. O Romário que deslumbrou o mundo na Copa de 1994 — cinco gols, Bola de Ouro de melhor jogador, a taça levantada após vinte e quatro anos de espera — e o Romário que entrava em conflito com técnicos, faltava aos treinos e jogava pelas suas próprias regras não são contradições. São a mesma pessoa vista de ângulos distintos.
Mercúrio e Vênus: mente e valores
Mercúrio e Vênus ocupam o mesmo grau de Aquário na quarta casa, tão próximos que funcionam quase como uma única voz. Mercúrio em Aquário pensa de forma lateral, intuitiva, à frente da informação disponível — e a inteligência futebolística de Romário era exatamente isso: não atlética, mas espacial, antecipatória. Ele não era particularmente veloz na distância; tinha uma capacidade extraordinária de saber onde a bola ia chegar antes de ela chegar.
Vênus em Aquário ao lado de Mercúrio descreve valores construídos sobre a liberdade e a originalidade, não sobre a convenção. Na forma como Romário jogou e na forma como se conduziu — recusando os sistemas dos técnicos, reivindicando mais de mil gols como um projeto pessoal, falando na vida política com uma franqueza que desconfortava os colegas — há um fio constante. Ele não tinha interesse em ser querido pelas instituições. Tinha interesse em ser fiel à sua própria medida.
Marte e o impulso
Marte em Aquário na quarta casa completa o agrupamento. Quatro planetas pessoais em Aquário na quarta casa é uma concentração notável: a fonte de toda aquela determinação, de toda aquela convicção, daquela recusa em ser controlado, é interior e privada, não uma performance pública. Romário não jogava para impressionar. Jogava para marcar, o que é uma coisa muito diferente.
O Marte em Aquário é original nos seus métodos — não convencional, tecnicamente preciso, emocionalmente desligado da reação da torcida de uma forma que lhe permitia continuar funcionando sob pressão. Na final da Copa de 1994, decidida nas penalidades contra a Itália, Romário converteu o seu chute sem tensão visível. Aquela calma sob pressão tem a marca de um Marte aquariano: frio, desapegado, seguro.
Júpiter, Saturno e a estrutura profunda
Júpiter em Gêmeos na oitava casa traz um talento para a acumulação e a multiplicação — especialmente em domínios ocultos ou nos bastidores. A oitava casa rege os recursos, o poder, as transformações profundas. A reivindicação de Romário de ter marcado mais de mil gols na carreira — um número contestado pelos estatísticos mas mantido por ele — reflete um instinto jupiterino de quantificação: a necessidade de contar, de marcar, de tornar a conquista concreta. A sua passagem para a política — primeiro como deputado federal em 2011 e depois como senador pelo Rio de Janeiro a partir de 2014 — prolongou esse mesmo impulso em direção ao recurso e ao poder públicos.
Júpiter está em tensão com Urano e Plutão em Virgem na décima primeira casa (quadraturas de cerca de três e quatro graus respectivamente). As estruturas da vida coletiva — instituições, ligas, federações, governos — não são neutras para Romário. São um campo onde competir, ou um obstáculo. Geralmente as duas coisas ao mesmo tempo.
Saturno em Peixes na quinta casa é a posição mais contraintuitiva deste mapa natal. A quinta casa rege o jogo, a criatividade, o prazer, os filhos. Saturno em Peixes aqui descreve uma relação complexa com o domínio do puro deleite: há algo na criatividade e no prazer que carrega peso, dificuldade, dissolução de limites. A relação de Romário com o futebol nunca foi simples diversão — foi identidade, obsessão, a matéria primária da sua vida.
A assinatura geracional
Urano e Plutão estão unidos em Virgem na décima primeira casa (um grau de separação), e este é o aspecto mais estreito do mapa. É a assinatura de toda uma geração nascida em meados dos anos sessenta — uma geração que trouxe uma transformação radical às estruturas coletivas e institucionais. Na vida de Romário, isso se manifestou no mundo do futebol: o próprio jogo mudou ao seu redor. As seleções brasileiras em que jogou, desde o Vasco da Gama até a seleção nacional de 1994, não eram o futebol da geração anterior.
Saturno em Peixes está em oposição a Plutão em Virgem (cerca de três graus). Esse aspecto — dois planetas puxando em direções opostas — descreve uma tensão de fundo entre estrutura e dissolução, disciplina e caos. A história da carreira de Romário é em parte a história dessa tensão: um talento extraordinário em permanente atrito com a dificuldade de operar dentro de qualquer estrutura que não estivesse a serviço do talento.
Netuno em Escorpião no Ascendente, em fluxo harmonioso com Urano (três graus), acrescenta a capacidade de ler intuitivamente as correntes coletivas que não aparecem na superfície. Romário na sua carreira política se alinhou com causas — os direitos das pessoas com síndrome de Down, a habitação social, a crítica aos gastos com a Copa do Mundo — que têm essa mesma capacidade de ver o que realmente acontece por baixo da versão oficial.
O Meio do Céu e a vocação pública
O Meio do Céu — o ponto do mapa natal que indica a vocação pública e o legado — está em Câncer. Câncer rege o lar, a família, as pessoas a quem pertencemos, a comunidade de origem. A carreira pública de Romário, tanto no futebol quanto na política, foi inseparável da sua identidade como carioca, como alguém da favela, como pai. A sua causa política mais visível — os direitos das pessoas com síndrome de Down, impulsionada pelo nascimento de Ivy — não é uma posição política desapegada. É pessoal até o núcleo.
O Meio do Céu em Câncer sugere também que o legado duradeiro é emocional, não institucional: o que as pessoas lembram de Romário não é um palmarés ou um histórico de votos, mas algo mais quente e específico — a sensação de ver alguém fazer algo que parecia impossível, feito com convicção total.
Quíron e o Nodo Norte
Quíron em Peixes na quinta casa — Quíron marca uma velha ferida que, com o tempo, se transforma em compreensão — está na casa do jogo, da criatividade e dos filhos. A ferida aqui está no domínio da alegria, da expressão livre, da relação da criança com o jogo. Romário cresceu no Jacarezinho; o caminho de lá para os maiores palcos do futebol mundial não estava garantido, e a distância psicológica entre de onde veio e onde chegou faz parte da textura desta posição.
O Nodo Norte em Gêmeos — a direção de crescimento ao longo de uma vida — aponta para a comunicação, a articulação, a capacidade de trazer diferentes fios de experiência para uma voz pública coerente. A segunda carreira de Romário como político — genuinamente vocal, constantemente provocador, pouco disposto a negociar com lugares-comuns — é esse crescimento tornado visível.
Uma grandeza particular
Há jogadores que são celebrados pelo que o futebol lhes deu, e há jogadores que parecem ter dado ao futebol a sua direção, ao menos por um período. Romário pertence ao segundo grupo. A Copa de 1994 é lembrada de forma diferente por causa de como ele jogou. O seu mapa natal descreve alguém cuja vida interior é ao mesmo tempo o motor e o limite: uma concentração aquariana de inteligência e vontade, ancorada na convicção privada mais do que na ambição pública, impulsionada por uma capacidade escorpiana de precisão psicológica, e orientada em última análise — pelo Meio do Céu em Câncer — para as pessoas e o lugar de onde veio. Esse é um retrato coerente. E é, no fim, exatamente o que o histórico mostra.
O mapa
Como se lê →Perguntas frequentes
Qual é o signo de Romário?
O signo solar de Romário é Aquário: o Sol estava em Aquário no momento do nascimento (1966).
Qual é o signo lunar de Romário?
Romário tem a Lua em Touro. O signo lunar descreve a camada emocional e instintiva do mapa.
Qual é o ascendente de Romário?
O ascendente de Romário é Escorpião: o signo que se erguia no horizonte leste no momento do nascimento.
Quando e onde Romário nasceu?
Romário nasceu em 1966 em Rio de Janeiro, Brasil.